Educação em Pauta

segunda-feira, novembro 28, 2005

Matéria: Software ajuda universidade a identificar plágio


Copiar idéias da Internet para trabalhos universitários deixará de ser uma prática impune na Universidade de Innsbruck, na Áustria, onde um software vai verificar se o conteúdo dos trabalhos entregues é original. Os professores analisaram experimentalmente nove trabalhos e, em quatro deles, identificaram uma "apropriação indevida de idéias alheias".

Estas informações foram localizadas com um programa de busca de fontes na web, disse o professor Gerhard Mangott. Esse software divide o documento em pequenas partes e procura textos similares em documentos disponíveis na Internet. O estudante que for pego plagiando idéias será suspenso por um semestre e deverá cursar novamente a disciplina, disse Mangott.

A punição não é tão rigorosa como nas universidades norte-americanas, onde os alunos chegam a ser expulsos. Isso porque os professores de Innsbruck pretendem utilizar a situação para conscientizar aqueles que violam os direitos autorais.
Fonte: Agência Efe / Folha de S. Paulo

Notas: Pesquisa retrata a discriminação educacional no Brasil

Enquanto analfabetismo no Brasil atinge 7,1% dos brancos maiores de 15 anos, entre os negros a taxa é de 16,8%. Esse é um dos contrastes do Retrato das Desigualdades - Raça e Gênero, estudo divulgado no dia 17, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).Na semana em que se comemorou o Dia Nacional da Consciência Negra, a pesquisa mostra que o Brasil está longe de ser um país sem racismo. Desenvolvido de março a outubro, o levantamento foi divulgado ontem, na presença da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial. Os dados são de 2003, ano em que a taxa média nacional de analfabetos era de 11,6% - em 1993 era de 16,4%. A desigualdade é visível também quando se compara o crescimento na média de anos de estudo da população. Os negros têm 1,9 ano a menos do que os brancos - em 1993 eram 2,1 anos.
Fonte: Zero Hora

terça-feira, novembro 22, 2005

Notícia: Inglaterra quer estabelecer currículo para bebês

Um projeto de lei do governo britânico que estabelece um currículo nacional para crianças de até três anos de idade tem causado polêmica. No futuro, tanto os jardins de infância como as babás profissionais serão obrigados a se ajustar a esse currículo, destinado, segundo o projeto, a ajudar as crianças a comparar, classificar e reconhecer símbolos. Para a Confederação Nacional de Associações de Pais e Professores, "as crianças serão privadas de sua infância assim que saírem da maternidade". "Desde o momento do nascimento, a criança será governada pelo Ministério da Educação", afirmou Margaret Morrissey, porta-voz da Confederação.Alguns especialistas dizem que o plano deixa pouco espaço para a criatividade infantil e reduz a margem de manobra dos responsáveis pelo cuidado das crianças. Segundo o governo, o currículo foi elaborado depois que diversos estudos demonstraram que o início da educação tão cedo ajuda o indivíduo a se desenvolver mais rapidamente, tanto social como intelectualmente. "Não queremos sentar os bebês em cadeiras e obrigá-los a aprender a contar e a escrever se não for apropriado", disse o responsável por ensino infantil no Ministério da Educação da Inglaterra, Beverley Hughes.

Fonte: Agência Efe

segunda-feira, novembro 14, 2005

Nota: Mais de 770 milhões de analfabetos no mundo

“No mundo há 771 milhões de pessoas com mais de 15 anos que carecem de capacidades básicas de leitura, escrita e cálculo”, destacou o relatório da Unesco. Setenta e cinco por cento destes analfabetos adultos vivem em doze países (Índia, China, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Indonésia, Egito, Brasil, Irã, Marrocos, República Democrática do Congo), segundo o estudo intitulado "A Alfabetização, um fator vital", que estabelece que "o analfabetismo anda junto, em grande medida, com a pobreza extrema”.

Embora o Brasil tenha sido apontado no grupo dos países com grande número de analfabetos, superior a 5 milhões de pessoas (junto com Afeganistão, Argélia, China, República Democrática do Congo, Indonésia, Iraque, Irã, México, Nigéria, Turquia e Tanzânia), o relatório destacou avanços no país no período de 1990 a 2000-2004. Em 1990, eram 17,33 milhões de brasileiros analfabetos (2% do total mundial), enquanto em 2000-2004, este número caiu para 14,87 milhões (1,9% do total mundial), representando uma queda no número de analfabetos de 2,466 milhões de pessoas.

Fonte: Ig Educação

quarta-feira, novembro 09, 2005

Nota: Instituições de educação superior solicitam ao MEC maior participação na avaliação do ensino

As entidades que representam as instituições de ensino superior privadas, isoladas e comunitárias solicitaram ontem, dia 8 , ao ministro da Educação, Fernando Haddad, maior participação do setor nas comissões de avaliação e na construção do decreto-ponte que fará a transição do modelo atual até a aprovação da lei da reforma universitária.
As associações também solicitaram ao ministro que a divulgação dos três itens da avaliação da educação superior – que compreende a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes – seja feita de forma conjunta. Haddad informou que o Sinaes foi concebido como uma avaliação abrangente da graduação e que o pedido do setor será atendido. Sobre o Programa Universidade para Todos (ProUni), o presidente da Abruc, Aldo Vanucchi, informou que as instituições comunitárias tiveram este ano dificuldade em cumprir os prazos de adesão e atualização dos dados porque o sistema eletrônico não funcionou adequadamente.
Em resposta, Haddad pediu ao diretor do Departamento de Modernização e Programas de Educação Superior, Celso Carneiro Ribeiro, para avaliar o caso e oferecer uma solução imediata.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Matéria: Enade ocorre no domingo


Faltando pouco para o Exame Nacional de Desempenho (Enade) 2005, é importante que os alunos se organizem para correr tudo bem no domingo, dia 6.
Serão avaliados cerca de oito mil cursos, em 20 áreas do conhecimento: arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia (dividida em oito grupos), filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) selecionou para fazer o exame 63% dos 547.035 inscritos, ou seja, 344.501 alunos de instituições de ensino superior (191.368 ingressantes e 153.133 concluinte.

O formato das provas será igual para os ingressantes e concluintes. Haverá questões objetivas e discursivas, sendo que dez serão de formação geral (comuns a todas as 20 áreas) e 30 específicas. Após uma hora e meia do início do exame, os alunos poderão sair levando o caderno de provas.

O gabarito das questões objetivas estará na página eletrônica do Inep no dia da prova, a partir das 17h. O das provas discursivas só deverá ser liberado 15 dias depois. Por lei, o Inep tem seis meses para divulgar os resultados do Enade.
Assessoria de Imprensa do Inep

Matéria: Revogação de portarias facilita reforma universitária

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira, 4, a revogação de 132 portarias do Ministério da Educação, do período 1997-2002. A medida abre caminho para a reforma universitária e para o decreto-ponte, que deverá ser elaborado antes da reforma, antecipando e legislando sobre matérias que não precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional. “Queremos fazer a reforma do ensino superior em cima de um papel limpo”, explicou o consultor jurídico substituto do MEC, Esmeraldo Malheiros.
A iniciativa também facilita o trabalho da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes). O destaque é para a Portaria de nº 2.175/1997, que permitia aos centros universitários avaliados com a maioria de conceitos “A” e “B”, pelo extinto Exame Nacional de Cursos (Provão), criar unidades fora de sua sede. Essa portaria regulamentava o Decreto-Lei nº 2.026/96, também já substituído.
As portarias já haviam caído em desuso, perdido efeito ou sido implicitamente revogadas por outra legislação. Na avaliação de Esmeraldo Malheiros, a decisão evita que o cidadão, órgãos ou universidade, por exemplo, pleiteiem direitos baseando-se em dispositivos sem efeito. “Evita confusão”, resume.
Maiores informações no site do MEC